No deserto (do mundo que desconheço), não de mim, me perdi, (não em mim)...
Com apego me dediquei a construir império palpável de areia. Busquei, entre paredes, erguidas à força de mão e pulso, sombra onde me abrigar do Sol lindo, que, por o ser, queima.
Olho em meu redor. Nem sombra projectada de árvore ou arbusto... Nem de mim.
Não vejo, sinto, ao longe, (já perto), o sopro do vento cálido deste deserto. Irá ele quedo ficar? Poupar meu império á sua ira?
Limpei a areia de meus olhos... Nada restou...
Vejo, sim, miragem de branco vestida.
Olha para mim, sorriso aberto. Coloca a meu lado canas de pesca, fio de nylon e anzois...
Em pensamento agradeci sorrindo... Agora, lentamente escavo...
