No deserto (do mundo que desconheço), não de mim, me perdi, (não em mim)...
Com apego me dediquei a construir império palpável de areia. Busquei, entre paredes, erguidas à força de mão e pulso, sombra onde me abrigar do Sol lindo, que, por o ser, queima.
Olho em meu redor. Nem sombra projectada de árvore ou arbusto... Nem de mim.
Não vejo, sinto, ao longe, (já perto), o sopro do vento cálido deste deserto. Irá ele quedo ficar? Poupar meu império á sua ira?
Limpei a areia de meus olhos... Nada restou...
Vejo, sim, miragem de branco vestida.
Olha para mim, sorriso aberto. Coloca a meu lado canas de pesca, fio de nylon e anzois...
Em pensamento agradeci sorrindo... Agora, lentamente escavo...

5 Comments:
Muito profundo :))
boa continuaçao :))
aquele abraço :))**
São
Muito profundo :))
boa continuaçao :))
aquele abraço :))**
São
Como é bom o momento em que o sono nos toma e nos leva para um galho consistente.
Não há muito mais para dizer. Vocé é uma caixinha de surpresas.
um abraço - Maria
Desertos possuem sempre oásis ... poderá uma gruta sê-lo? ... Deixa que seja ...
Gosto de ti.
"Mana"
nos desertos eu encontro aquilo que sinto me faltar...a vastidão, a ausencia de seres humanos, o meu espirito....vagueei anos e quilometros, percorrendo os desertos e aí sei que me encontrarei...sem oásis ...apenas no deserto, com um lenço amarrando os cabelos, uma saia até aos pés...estes sentindo o calor da areia
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