sexta-feira, outubro 13, 2006

No deserto (do mundo que desconheço), não de mim, me perdi, (não em mim)...
Com apego me dediquei a construir império palpável de areia. Busquei, entre paredes, erguidas à força de mão e pulso, sombra onde me abrigar do Sol lindo, que, por o ser, queima.
Olho em meu redor. Nem sombra projectada de árvore ou arbusto... Nem de mim.
Não vejo, sinto, ao longe, (já perto), o sopro do vento cálido deste deserto. Irá ele quedo ficar? Poupar meu império á sua ira?
Limpei a areia de meus olhos... Nada restou...
Vejo, sim, miragem de branco vestida.
Olha para mim, sorriso aberto. Coloca a meu lado canas de pesca, fio de nylon e anzois...
Em pensamento agradeci sorrindo... Agora, lentamente escavo...

5 Comments:

At 13 outubro, 2006 16:55, Anonymous Anónimo said...

Muito profundo :))

boa continuaçao :))

aquele abraço :))**

São

 
At 13 outubro, 2006 16:56, Anonymous Anónimo said...

Muito profundo :))

boa continuaçao :))

aquele abraço :))**

São

 
At 18 outubro, 2006 21:02, Anonymous Anónimo said...

Como é bom o momento em que o sono nos toma e nos leva para um galho consistente.

Não há muito mais para dizer. Vocé é uma caixinha de surpresas.

um abraço - Maria

 
At 26 novembro, 2006 15:05, Anonymous Anónimo said...

Desertos possuem sempre oásis ... poderá uma gruta sê-lo? ... Deixa que seja ...

Gosto de ti.

"Mana"

 
At 12 abril, 2009 22:31, Anonymous Anónimo said...

nos desertos eu encontro aquilo que sinto me faltar...a vastidão, a ausencia de seres humanos, o meu espirito....vagueei anos e quilometros, percorrendo os desertos e aí sei que me encontrarei...sem oásis ...apenas no deserto, com um lenço amarrando os cabelos, uma saia até aos pés...estes sentindo o calor da areia

 

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