terça-feira, agosto 14, 2007

UM ANO



Passou um ano com os mesmos dias de todos os outros já passados.
Quem lembra uma mão estendida que, sem falar, disse... Estou aqui?

Talvez tenha o tempo sido uma borracha, não forte, nem suave,

o suficiente para apagar o branco mármore, ainda desenhado,
duma soleira de porta. Assim a vejo, recordo e guardo, tal como
o verde, não da esperança, mas do feijão saltitante num cozido
de grão...

O odor do frango assado, era um desafio enorme que suportei.

Não bebi desse cálice, mas provei desse vinho.

Esperei um terno sorriso que não chegou.

Guardo, em mim, as gargalhadas que fiz despertar.

Afinal, estou aqui...

... Há, o cacto floresceu, a flôr vermelha, adorada... secou!

(Foi este eco guardado por tempo indeterminado.)


Espero!!!