DEU
Se deu!Deu o gosto de sentir, (em palpação entre sóis), a barrahorizontal, por cordas suspensa, num, (ou dum), baloiçarritimado ao som do clarinete prateado, (não de anjos), simde arautos longíquos, (no outro lado do reino), já que nesteme encontro e quedo.Sim deu. O poder, (efémero?), de guindar, singrar, elevar,em prosaica levitação, o querer, sabendo que tal (querer),aqui fica confinado á penumbra graciosa, envolvente, qualabraço de espuma, (em sal), ocultando retinas, (meninas),de brilho espelhado, espraiando suspiros contidos, paraalém das giestas, rosmaninho e musgo crescente, entrepenedos, (de saudade?), que por ali ficam, (marcos), merostestemunhos, brotando calor se afagados pelo sol, aindaque poente, emanando frescura, (não frio), se roçados, outocados, levemente, pelo vento norte, (contrariando o adágiode seu irmão suão), pois sábio algum sabe, qual deles maisforte.Se deu!Deu o sabor amaro, (embora adocicado), de fina pele numtoque furtivo, (fugidio?) entre entardecer de espantos, ondepegado foi o pincél fino do traço.Sim deu. O sentido certo, (não destino ou caminho), a embriões errantes, para encontrarem útero acolhedor, onde a gestação feita será, com pausa, sem avidez, germinando em madre de mil águas jorradas, (violaceasna côr), branco rosado do cordão esticado, em espera serena de mãos que, amparando, segurem num colotão pequena arte.Cedeu. Ao alvorecer!!!
Espero.
...E a vida, rodeada de papéis, (assuntos pendentes),
acolheu-me com um sorriso, prasenteiro, (de circunstância),
olhou-me, (sem fixar o olhar), maneou a cabeça, pensativa,
talvez na busca de palavras sem conteúdo definido, que,
possívelmente, me iria transmitir.
Valeu esperar. Ela, (a vida) em sua sapiência, tocou, não
afagou, a minha mão e, com sua voz trinante, (ou trémula?)
disse-me... "Espera, é cedo"!
Esperei. Muito tempo? Não.
Notei, (ou achei, senti) a vida instável...
VOU ALI.
Vou ali falar com a vida...
Já volto!
SÃO QUENTES. SÃO BOAS?São quentes as mãos que me envolvem, neste Outono
teimosamente gélido, dando lugar, ou origem, a pequenas
partículas de cloreto de sódio num rolar prasenteiro, deleitado
até, sob as pálpebras destes olhos fatigados do mendigar sorrisos,
já que o gargalhar distante ecoa entre a ramagem da azinheira
secular plantada na beira, berma, dum caminho, estrada, que de
vida poderia ser, não fora a paragem brusca, repentina, num tempo
sem pautação dos minutos, horas até, passados, não perdidos, em
busca de mim entre o restolho, além, no sopé, onde amanheci
estendido num estrebuchar de sonhos...
São boas?Pelo menos quentes são!!!
SEM SINOS NEM DOBRADOSNão de cansado me abrigo sob a ramada verde desta árvore.Tento, em olhar turvo pelo vento, (sabendo que minto no dito),oscultar para além dos dias, longos, distantes, o ramo abrigadoonde, de frio tolhido, me embrenhei na conciliação dum sono deteimoso despertar...Não de cansado, me deixo afagar pelo vento fino que, de calorenvolvido está, da fragância nunca tida. Sentida sim, e de talnão me canso!Não de cansado espero o alento buscado, (tido), em noite dumNovembro há pouco começado.Aqui, não de cansado, repouso!