DEU
Se deu!
Deu o gosto de sentir, (em palpação entre sóis), a barra
horizontal, por cordas suspensa, num, (ou dum), baloiçar
ritimado ao som do clarinete prateado, (não de anjos), sim
de arautos longíquos, (no outro lado do reino), já que neste
me encontro e quedo.
Sim deu. O poder, (efémero?), de guindar, singrar, elevar,
em prosaica levitação, o querer, sabendo que tal (querer),
aqui fica confinado á penumbra graciosa, envolvente, qual
abraço de espuma, (em sal), ocultando retinas, (meninas),
de brilho espelhado, espraiando suspiros contidos, para
além das giestas, rosmaninho e musgo crescente, entre
penedos, (de saudade?), que por ali ficam, (marcos), meros
testemunhos, brotando calor se afagados pelo sol, ainda
que poente, emanando frescura, (não frio), se roçados, ou
tocados, levemente, pelo vento norte, (contrariando o adágio
de seu irmão suão), pois sábio algum sabe, qual deles mais
forte.
Se deu!
Deu o sabor amaro, (embora adocicado), de fina pele num
toque furtivo, (fugidio?) entre entardecer de espantos, onde
pegado foi o pincél fino do traço.
Sim deu. O sentido certo, (não destino ou caminho), a
embriões errantes, para encontrarem útero acolhedor,
onde a gestação feita será, com pausa, sem avidez,
germinando em madre de mil águas jorradas, (violaceas
na côr), branco rosado do cordão esticado, em espera
serena de mãos que, amparando, segurem num colo
tão pequena arte.
Cedeu. Ao alvorecer!!!

1 Comments:
cloreto de sódio nem ao alvorecer cede...raramente cede...se deu? não sei, nem tão pouco se daráou se sequer hoje se dá
Enviar um comentário
<< Home