terça-feira, novembro 25, 2008

Espero.



...E a vida, rodeada de papéis, (assuntos pendentes),
acolheu-me com um sorriso, prasenteiro, (de circunstância),
olhou-me, (sem fixar o olhar), maneou a cabeça, pensativa,
talvez na busca de palavras sem conteúdo definido, que,
possívelmente, me iria transmitir.

Valeu esperar. Ela, (a vida) em sua sapiência, tocou, não
afagou, a minha mão e, com sua voz trinante, (ou trémula?)
disse-me... "Espera, é cedo"!

Esperei. Muito tempo? Não.

Notei, (ou achei, senti) a vida instável...



3 Comments:

At 27 novembro, 2008 03:14, Anonymous Anónimo said...

...Ela, (a vida) olhou para ele de coração aberto e braços caídos e sorriu. E olhou para dentro dos olhos verdes (cinzentos?) e viu o menino triste a devolver o olhar... E tocou, (não, não afagou), os caminhos sulcados no rosto frio,e viu o homem moreno de cabeça erguida a percorrer, imponente, o céu de lona azul...

...Ela (a vida) não tinha nada para lhe oferecer...

E quando ele acordou na manhã fria, o sol a infiltrar-se por entre os ramos, nao sentiu as mãos carinhosas nem o calor do seu corpo... e percebeu que fora um sonho...

E já longe, olhou para trás e viu-a... vestido preto e cabelo ao vento a dançar descalça na praia... e sorriu também...

 
At 27 novembro, 2008 03:14, Anonymous Anónimo said...

Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

 
At 12 abril, 2009 22:03, Anonymous Anónimo said...

quem serei eu para comentar a vida....quem serás tu para a descrever entre parenteses....sabes que tudo se diz entre cada palavra....um mundo de sentimentos e sensações entre cada palavra solitária fortemente hirta na brancura de cada página..essas coisas corajosas que nós colocamos na folha ...ou no ecran.

 

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