segunda-feira, novembro 10, 2008

SEM SINOS NEM DOBRADOS

Não de cansado me abrigo sob a ramada verde desta árvore.
Tento, em olhar turvo pelo vento, (sabendo que minto no dito),
oscultar para além dos dias, longos, distantes, o ramo abrigado
onde, de frio tolhido, me embrenhei na conciliação dum sono de
teimoso despertar...

Não de cansado, me deixo afagar pelo vento fino que, de calor
envolvido está, da fragância nunca tida. Sentida sim, e de tal
não me canso!

Não de cansado espero o alento buscado, (tido), em noite dum
Novembro há pouco começado.

Aqui, não de cansado, repouso!



1 Comments:

At 12 abril, 2009 22:12, Anonymous Anónimo said...

pois eu de cansaço não durmo...não ...não dormirei, pois preciso vigiar tudo, preciso proteger-me da noite, do frio de quem me toca sem mãos dignas de me tocarem, como criança sem mãe....chorando a sua existência, quando ela parte e tudo parece ter já sido feito

 

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