SÃO QUENTES. SÃO BOAS?
São quentes as mãos que me envolvem, neste Outono
teimosamente gélido, dando lugar, ou origem, a pequenas
partículas de cloreto de sódio num rolar prasenteiro, deleitado
até, sob as pálpebras destes olhos fatigados do mendigar sorrisos,
já que o gargalhar distante ecoa entre a ramagem da azinheira
secular plantada na beira, berma, dum caminho, estrada, que de
vida poderia ser, não fora a paragem brusca, repentina, num tempo
sem pautação dos minutos, horas até, passados, não perdidos, em
busca de mim entre o restolho, além, no sopé, onde amanheci
estendido num estrebuchar de sonhos...
São boas?
Pelo menos quentes são!!!

2 Comments:
Beijo-te as pálpebras frias, aconchego-te a mim, olho os ramos da azinheira enquanto velo o teu sono...Descansa, pequeno gaio, ficarei ao teu lado...
Acordas, mas o sonho envolve-te, aquece o teu coração com o calor do meu (será que o bluetooth já chegou a estes assuntos?)...
(São quentes, sim...)
são sempre frias as mãos que pensam, são quentes as que se limitam a sentir, porém, raras são as que mais tarde ou mais cedo não se traiem a si próprias e começam a pensar....é aí que se acaba a história...o calor...enfim ...começa a gélida dificuldade de existir
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