quinta-feira, dezembro 25, 2008

BAGAS

Entre bagas de lábios, formato de sorriso emparreirado, fui
decantando licor, adocicado em sabor, que, gotejando entre
traços, bem vincados, pelos meus (lábios), foram rolando até
que paradas ficaram, (gotas) causando sensação embriagante,
tida, no momento, retida após o tempo.

Estava frio...

A lareira creptitante me clamava, (reclamante?), de mim ou...

Lembras?

Em olhar segui o pensamento!

Ah! Essas bagas deram-me alento. Levaram á decoberta duma
fórmula por mim desconhecida. Não disse. Não direi, sendo que
em sabor me deixo adormecer sonhando-te!


domingo, dezembro 21, 2008

SULCOS

Descansa arado. Entre sulcos, traçados, lavrados no
térreo vale, (ladeando montanhas de sonhos), tua afã
lágide singrou, (sem vela, pois leme teu era), cobrindo
(ocultando, escondendo) pérolas por eles (sulcos)
rolando em compasso lento de tempo, sabendo não
tocadas (elas), por polpas de dedos (eles), num subtil
e efémero aperto esfarelando entre palmas (mãos),
dum aquém surgidas, (vindas), tocadas as résteas do
sódio cloreto, ao vento ficado por finais (sinais) de
vida ora terminada, a quem se deu tudo arado...

Fica nos estéis a roda!

...Nas mãos tuas, os braços. Arado!

(Em sóis me nasci...)

domingo, dezembro 14, 2008

Era uma vez...

Era!

Vou tentar saber quem foi.
Já que não sei quem é.

sábado, dezembro 13, 2008

É... NUNCA

... E, nunca comi miolo de enxergão!!!