BAGASEntre bagas de lábios, formato de sorriso emparreirado, fui
decantando licor, adocicado em sabor, que, gotejando entre
traços, bem vincados, pelos meus (lábios), foram rolando até
que paradas ficaram, (gotas) causando sensação embriagante,
tida, no momento, retida após o tempo.
Estava frio...
A lareira creptitante me clamava, (reclamante?), de mim ou...
Lembras?
Em olhar segui o pensamento!
Ah! Essas bagas deram-me alento. Levaram á decoberta duma
fórmula por mim desconhecida. Não disse. Não direi, sendo que
em sabor me deixo adormecer sonhando-te!
SULCOSDescansa arado. Entre sulcos, traçados, lavrados notérreo vale, (ladeando montanhas de sonhos), tua afãlágide singrou, (sem vela, pois leme teu era), cobrindo(ocultando, escondendo) pérolas por eles (sulcos)rolando em compasso lento de tempo, sabendo nãotocadas (elas), por polpas de dedos (eles), num subtile efémero aperto esfarelando entre palmas (mãos),dum aquém surgidas, (vindas), tocadas as résteas dosódio cloreto, ao vento ficado por finais (sinais) devida ora terminada, a quem se deu tudo arado...Fica nos estéis a roda!...Nas mãos tuas, os braços. Arado!(Em sóis me nasci...)
Era uma vez...Era!Vou tentar saber quem foi. Já que não sei quem é.
É... NUNCA... E, nunca comi miolo de enxergão!!!