domingo, dezembro 21, 2008

SULCOS

Descansa arado. Entre sulcos, traçados, lavrados no
térreo vale, (ladeando montanhas de sonhos), tua afã
lágide singrou, (sem vela, pois leme teu era), cobrindo
(ocultando, escondendo) pérolas por eles (sulcos)
rolando em compasso lento de tempo, sabendo não
tocadas (elas), por polpas de dedos (eles), num subtil
e efémero aperto esfarelando entre palmas (mãos),
dum aquém surgidas, (vindas), tocadas as résteas do
sódio cloreto, ao vento ficado por finais (sinais) de
vida ora terminada, a quem se deu tudo arado...

Fica nos estéis a roda!

...Nas mãos tuas, os braços. Arado!

(Em sóis me nasci...)

1 Comments:

At 12 abril, 2009 21:54, Anonymous Anónimo said...

ao luar me deitarei...sempre procurando aonde terá sido que o sol se deitou

 

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