sexta-feira, abril 17, 2009

GADANHA EM MI MENOR


Encostada á parede, de amarelo pintada, (confessando ser caiada), não se
pode mover, tem vontade própria, em matéria de só, sem a possuir (ela),
para sair em direcção ás labaredas húmidas, (existem algumas secas), e
nelas se aprimorar para a refega já pensada, (com recurso a leito em pedra),
antes do entardecer, pois que a noite seria impeditiva real, (arauta sem missiva),
para o bom desempenho do fermentado fim, (suposto principio), dum prado verde
de sono, matriz de sonhos possíveis, onde se iria passear, (ela), em deleitado
roçar de sofrego desejo, deixando que seiva fresca, escorrendo pelo seu colo,
ficasse, (como sempre), pegada desde a ponta até final do seu gume.

Branca, cizenta em tom amornecido, fica em quietude embravecida, olhando-se,
buscando mãos afastadas, que de perto se chegam, num implorar, (suplica de si),
o erguer-se, baloiçar-se...

Determinada, (sem sentido), interroga-se. O que faz?

Gadanha-em em Mi Maior!!!






2 Comments:

At 17 abril, 2009 20:48, Anonymous Anónimo said...

ah...searas verdes salpicadas de flores silvestres. Quem me dera nela afogar meus tormentos, nela esquecer quem sou...

 
At 19 abril, 2009 20:02, Anonymous Anónimo said...

agora já percebi tudo! hehe

 

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