Sem serenata. Só chuva.
Aborrecida chuva. Caindo sem parar. E agreste o fino vento.
Além, por detrás do sobreiro, os borregos e ovelhas tentam
abrigar-se, salvando a lã, das gotas, pequenitas, frias, (gélidas
por vezes), que teimam em fustigar, (num afago encoberto),
tudo quanto se mova ou inerte fique, sendo pura, ainda virgem,
deverá por isso mesmo ser protegida, (a lã) da sua investida
inesperada, com intervalos amenos sim, mas pequenos.
Por perto, (de mim), uma criança saltita, cabelos escorrendo,
soltos que estão, rindo de contente, braços esticados, manitas
abertas, enquanto vai cantarolando, (olhando-me), com gritinhos,
em devaneio de alegria...
"Chove, chove, não há galinha... Nem nove."

1 Comments:
que prosa tão linda que tens....essa criança só sai quando chove??
Enviar um comentário
<< Home