quarta-feira, abril 21, 2010

Uma hora.

Entre os dias de noite passadas numa só tarde
senti, vendo no interior de memórias, o calor do
vento suão, vindo ele em canoa, Tejo abaixo,
que ancorada ficou, por minutos desse tempo já
contado e disperso de mim, num estuário quase
oculto, escondido talvez, porque eu, sim eu, lhe
franqueei o acesso.

Desenhadas letras, que palavras formavam entre
pequenas ondas de enchete, já que em águas
pouco profundas ficou, entre elas, palavras, uma
ficou vincada, gravada mesmo em sulcaco profundo
de mim. Quatro letritas, dividindo entre vogais em
a iniciada, deixando que sem rumo ficasse todo o
dia, pois não mais foi lida, não podia, nem escutada.

Não. Não foi uma hora!!!